Luis Carlos de Araújo Lima: Doutor e mestre em Psicologia Social pela PUC-SP. Integra o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trabalho e Ação Social (NUTAS). Professor em cursos de Psicologia e supervisor de estágios voltados para as Políticas Públicas de Saúde e Assistência Social. Integrou o Conselho Estadual de Entorpecentes (CONEN 1998-2000), a direção da ABEP (Associação Brasileira de Ensino de Psicologia) no período de 2006 a 2008, e o Conselho Municipal de Saúde de São Paulo no Biênio 2012-2013 coordenando a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador (CIST).
Estudo das transformações culturais e das possibilidades de configurações familiares que produzem discursos que impactam diretamente no sujeito.
Fundamentos básicos de epigenética: o estudo das alterações nas atividades dos genes e as implicações da epigenética no campo psicanalítico.
Fundamentos básicos de neurociências: o funcionamento do sistema nervoso, o cérebro, as funções cerebrais e suas implicações para a psicanálise.
Apresentação de teorias que possam fundamentar a elaboração de projetos de pesquisa e construção de artigos dentro da linguagem e tratamento científico.
Introdução aos conceitos e teorias fundamentais da Linguística e da Semiótica para a instrumentalização da escuta psicanalítica. Análise das particularidades das expressões do sujeito, seja através da língua, da fala ou do discurso.
Diferentes noções de ética e bioética. Estudo das questões éticas e bioéticas relacionadas à prática clínica em psicanálise, os limites e desafios contemporâneos.
As definições de cultura na contemporaneidade, as instituições como instrumentos culturais, a política das instituições, a organização das instituições na diversidade cultural.
A invenção das instituições de saúde e de assistência social com base em uma análise histórica e crítica política de estado. As construções das noções de saúde e de vulnerabilidade socioeconômica na modernidade enquanto política de Estado. Recorte temporal da modernidade sobre cultura e instituições, permitindo pensar a Cultura, a política e as instituições.
Do grupo enquanto espaço de indiferenciação às diversas instrumentalizações do espaço grupal nos campos da saúde e de assistência social, tendo como parâmetro de reflexão os referenciais epistemológicos sobre as concepções de sujeito, grupo e sociedade.
O estudo e reflexão crítica sobre as diversas possibilidades de mediação exercidas pelos grupos e instituições nas relações entre os indivíduos e a sociedade e os dispositivos de análise e intervenção institucional tendo como base o conceito de saúde e doença em uma perspectiva ética e política.
O estudo e reflexão crítica sobre as diversas possibilidades de mediação exercidas pelos grupos e instituições nas relações entre os indivíduos, grupos e a sociedade, os dispositivos de análise e intervenção institucional tendo como base o conceito de vulnerabilidade, risco e violação de direitos em uma perspectiva ética e política.
Os registros Real, Imaginário e Simbólico da instituição. A linguagem da instituição: nas suas práticas e discursos. A prática como discurso da instituição.
Conceito de instituição. Análise do discurso e seus efeitos nos diversos atores institucionais. Intervenção no campo dos discursos e práticas institucionais como forma da instituição pensar sua própria existência. Instituído e Instituinte. Saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras. O conceito de burocracia. Burocracia como impedimento das práticas institucionais.
A clínica Psicanálise e o SUS, concepções de estratégias de escuta e intervenção orientadas pela interdisciplinaridade e integralidade do cuidado. Experiências de práticas de clínica psicanalítica em Unidades Básicas de Saúde.
A clínica psicanalítica e os modos de atenção/intervenção ambulatorial públicos e privados orientados por uma escuta e intervenção orientadas pela integralidade do cuidado e para além do sintoma. Experiências de práticas de clínica psicanalítica em ambulatórios de saúde mental, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), clínicas privadas e/ou conveniadas.
A invenção da clínica psicanalítica de grupos, os referenciais centrados no grupo enquanto instância psíquica e os referenciais pautados pelo grupo que se constrói por meio de um processo orientado pela escuta e com base em um enunciado. O enunciado enquanto elemento organizador e articulador da intersecção entre a dimensão histórica e cultural do grupo e as dimensões e produções discursivas enredadas pelo imaginário, simbólico e real de seus integrantes. A escuta dos significantes suscitados pelo enunciado grupal e os elementos orientadores do processo de interpretação e o lugar do analista na clínica grupal.