Erika Parlato-Oliveira: Psicanalista. Doutora em comunicação e semiótica (PUC-SP) e em ciências cognitivas e psicolinguística (EHESS-Paris). Pós-doutorada em psiquiatria infantil na Universidade Pierre et Marie Curie – Hospital Pitié Salpêtrière (Paris). HDR (Habilitação para dirigir pesquisa) em Psicanálise na Universidade Paris 7. Vice Presidente da WAIMH-France e da Associação La Cause des Bébés. Membro do conselho administrativo do ICE (Instituto Contemporâneo da Infância – Paris). Coordenadora da clínica do bebê do Instituto Langage. Diretora do Babylab Cereo Phymentin.
Estudo das transformações culturais e das possibilidades de configurações familiares que produzem discursos que impactam diretamente no sujeito.
Fundamentos básicos de epigenética: o estudo das alterações nas atividades dos genes e as implicações da epigenética no campo psicanalítico.
Fundamentos básicos de neurociências: o funcionamento do sistema nervoso, o cérebro, as funções cerebrais e suas implicações para a psicanálise.
Apresentação de teorias que possam fundamentar a elaboração de projetos de pesquisa e construção de artigos dentro da linguagem e tratamento científico.
Introdução aos conceitos e teorias fundamentais da Linguística e da Semiótica para a instrumentalização da escuta psicanalítica. Análise das particularidades das expressões do sujeito, seja através da língua, da fala ou do discurso.
Diferentes noções de ética e bioética. Estudo das questões éticas e bioéticas relacionadas à prática clínica em psicanálise, os limites e desafios contemporâneos.
O conceito de pulsão em Freud. Os destinos da pulsão. A dualidade pulsional. A pulsão de morte para além do princípio do prazer. Distinção de pulsão e libido.
O conceito de estrutura na teoria lacaniana. A teoria de sujeito proposta por Lacan. Os três tempos do édipo como condição para a estruturação do sujeito. A clínica orientada pela estrutura do sujeito. O sujeito e o desejo.
O nó borromeu como recurso topológico para teorizar o psiquismo. O conceito de real, simbólico e imaginário na obra de Lacan. Os três registros na conceituação teórica e na prática clínica.
A proposta freudiana do inconsciente recalcado. O inconsciente lacaniano estruturado como uma linguagem. As diferenças teóricas advindas de cada concepção de inconsciente. A clínica psicanalítica com o inconsciente freudiano e a clínica psicanalítica com o inconsciente lacaniano.
A escuta do analista frente ao discurso do analisante. A diferença entre escutar e ouvir na clínica psicanalítica. O sintoma e suas formas de expressão. O analista à escuta do inconsciente como linguagem. À escuta do significante do analisante. O silêncio como condição para a escuta analítica.
A interpretação do discurso do analisante. A diferença entre interpretação e tradução. O corte como forma de interpretação analítica. O sintoma e sua interpretação. A interpretação do significante do analisante. A interpretação como abertura para o real. Interpretar para além da psicopatologia cotidiana.
As teorias da linguagem que ampliam o trabalho clínico psicanalítico e a clínica. A diferença entre fala, língua e linguagem. A teoria do significante. As multimodalidades da linguagem. O inconsciente e a linguagem. A linguagem como possibilidade de expressão do sujeito.
A transferência de saber em Lacan. O analista como sujeito suposto saber. A transferência como condição para o trabalho analítico do analisante. A escuta e a interpretação da transferência na clínica psicanalítica. O desejo, a necessidade e a demanda na clínica psicanalítica. A passagem de ser analisado para ser analisante na clínica psicanalítica.
A diferença conceitual entre sintoma e sinthoma. O sinthoma como quarto elo para o nó borromeu. Por uma clínica do sinthoma. O duro trabalho de criar um sinthoma em análise. O sinthoma como fim de análise, frente a um analista. A análise continua após o fim de análise com um analista.
As transformações culturais e históricas dos últimos 50 anos. As questões sociais como condição para a transformação da teoria e da clínica psicanalítica. O impacto das novas possibilidades tecnológicas na teoria e na clínica psicanalítica. A transformação da psicanálise como condição de sua existência.